Discurso do “Dia do Engenheiro da Marinha” | 2026

CMG DANIEL JUNIOR SILVA DA COSTA - COMANDANTE DA BNVC

Discurso do “Dia do Engenheiro da Marinha” | 2026

Ao celebrarmos o centésimo trigésimo sexto aniversário do Corpo de Engenheiros da Marinha do Brasil, a Base Naval de Val-de-Cães, Organização Militar possuidora de um elevado número dessa distinta expertise, não poderia, indubitavelmente,
deixar de enaltecê-los nessa data especial; o que por ora o faço.
Num pregresso 08 de julho de 2003, o então Contra-almirante, Engenheiro Naval, JOÃO CÂNDIDO BRAZIL, foi nomeado como Patrono do Corpo de Engenheiros da Marinha, trazendo aos atuais engenheiros a gentil responsabilidade de parear suas
histórias para com as dele, cujos assentamentos registram uma dissemelhante participação na construção de 26 navios no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, além de uma notável contribuição na Guerra do Paraguai. Vivências estas, que ainda
inspiram gerações subsequentes a sua, e evocam os mais jovens a transformarem seus projetos em realidades.
Embora num sentido figurado, a palavra engenheiro seja descrita no dicionário como “criador”, “construtor” e “elaborador”, assevero, passados poucos meses de convivência para com essas pessoas singulares, que são melhores do que isso, uma
vez que o desafiador aspecto naval se encontra inserido nas ocupações dos nossos engenheiros.
Neste mesmo solo que agora nos encontramos, uma quantidade considerada de engenheiros aqui labutou em prol de benfeitorias para a Marinha do Brasil, no âmbito da região norte, sob as diretrizes do Comando do 4º Distrito Naval. Deixaram
um legado, do qual destaco as centenas de lanchas construídas sob projetos próprios e que hoje, neste mesmo instante, navegam por algum Furo, Estreito ou Rio dessa esplendorosa Amazônia; levando amparo à população ribeirinha, sob os conveses esquadrinhados por esses predecessores engenheiros.
Orgulha-me deveras, ter sob meu Comando, militares laureados pela Diretoria de Engenharia Naval nessa data tão expressiva para a Marinha. Nessas circunstâncias, cumprimento os engenheiros condecorados com a “Medalha Mérito Engenharia” e o militar diplomado com “Honra ao Mérito da Engenharia”. Registro aqui o meu respeito, admiração e contentamento, por testemunhar a outorga de suas digníssimas medalhas e diplomas, os quais materializam o reconhecimento da Marinha do Brasil para com os seus feitos, esmeros e diligências; cuidadosamente observados e por ora
recompensados. Embora constituídos de papel, pano ou metal, essas fragilidades materiais das comendas nada são, quando comparadas à imaterial honradez que refletem, enquanto ostentadas em seus uniformes ou suportes. Portanto, perfilem o
significado intangível dos seus prêmios.
Permitam-me, senhores; nessa data comemorativa, inferir que as impetuosas evoluções tecnológicas têm transpassado o conhecimento clássico; têm atiçado a capacidade de adaptação das gerações vigentes; e têm posto dilemas às instituições
quanto à aderência e razoabilidade do usufruto dessas inovações que, em verdade, se avolumam a cada dia; quiçá, a cada hora. A mim, tais evoluções afiguram-se como desafios e aparentam, dentre outros aspectos, reputar mais importância ao ramo da engenharia que, se tardiamente abandonar a inação, remanescerá como Aprendiz ao invés de Mestre.
Diante desse cenário, remeto ao que disse aos meus militares quando aqui assumi o Comando desta briosa Base Naval, abre aspas: “que tenhamos a sabedoria, a perspicácia e a ousadia para enxergar as oportunidades meio às impossibilidades
aparentes e seguir em frente… Não se preocupem com as falhas; pois estas, se ocorrerem, remanescerão a uma única pessoa, a mim… não esperaremos o momento propício acontecer; iremos construir os ventos favoráveis meio às intempéries… suscito que a coragem moral se perpetue sobre todos os níveis de decisão desta Base Naval, no sentido de implementarmos um Plano de Metas...”
fecha aspas.
Rememorado isso, afianço que o referido Plano de Metas progrediu na medida em que o conforto foi renegado. E sob os ares da inventividade do Patrono do Corpo de Engenheiros da Marinha, Almirante JOÃO CÂNDIDO BRAZIL, peço aos meus
comandados que implementem a Meta Inovadora que trata da construção de um Engenho de Dragagem. Capacidade os senhores têm! Para tal, conto com todos! Engenheiros e não-engenheiros! Assim como o então Presidente JOHN KENNEDY disse que levaria o homem a lua antes do final da década de 60, e assim o fez em 1969, peço que construam o
referido Engenho de Dragagem até o final de julho, de 2026. Não iremos a lua, mas as benesses desse feito, assim como os nomes dos senhores, entrarão para a história desta Base Naval. E, parafraseando JOHN KENNEDY… “Escolhemos construir o Engenho de Dragagem, não porque é fácil, mas porque é difícil”.
Aproveito o ensejo, e declaro iniciada a Meta Inovadora que aborda o Plano Piloto da Base Naval de 2050. Chegou o momento do “velho” abrir espaço para o “novo”, assim como o desfazimento da antiga guarita da entrada da Base, cuja serventia se esvaiu com a automicidade das cancelas. Mas parte desse muro ainda permanecerá erguido, de forma a nos lembrar que o obsoleto tem que ficar para trás enquanto a inovação se instala. E que nesse muro remanescente seja descerrada a placa com o dizer: Aqui termina a velha Base Naval… e começa a nova.
Lançado o desafio e cravado o fim do “velho” e o início do “novo”, auguro, nessa data especial para a engenharia da Marinha, um caminho lúcido para a inventividade, de forma a garantir, ainda mais, a presença naval na Amazônia!
Por fim, e como dizem… toda mudança é difícil no começo, confusa no meio e deslumbrante no final! Dito isso, que cheguemos todos, ao deslumbrante fim das inovações ora em andamento.


Viva o Corpo de Engenheiro da Marinha!
Viva a Marinha.

CMG DANIEL JUNIOR SILVA DA COSTA.

Comandante da BNVC

(A placa com o dizer "Aqui termina a velha Base Naval... e começa a nova!")

Fonte: ASC/BNVC

Via: Agência Logistica de Notícias

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