Mercado Livre cria projeto-piloto para entrega de medicamentos em São Paulo
Iniciativa que insere a companhia no setor farmacêutico promete entregas de até três horas em bairros selecionados da capital paulista; possível expansão segue em avaliação
O Mercado Livre estreou um projeto-piloto para venda e entrega de medicamentos em São Paulo. Nesse primeiro momento, o “Mercado Livre Farma” está restrito a medicamentos isentos de prescrição médica, como antitérmicos, analgésicos e antiácidos.
Em nota enviada à MundoLogística, a companhia informou que o projeto foi lançado inicialmente em regiões específicas da capital paulista e atende bairros como Vila Mariana, Paraíso e Itaim.
Seguindo a estratégia do Mercado Livre, o prazo médio para a entrega dos pedidos é de até três horas. “Em relação às nossas estratégias para entregas rápidas, o prazo médio estimado neste primeiro momento é de até 3 horas para a maior parte dos pedidos”, destacou a companhia.
OPERAÇÃO DO MERCADO LIVRE FARMÁCIA
Para realizar a entrega de medicamentos, o Mercado Livre informou que foi necessário estruturar uma logística que fornecesse ao cliente uma entrega segura “assegurando ao consumidor a procedência, a validade e a segurança sanitária dos itens”.
Segundo a companhia, o resultado é possível por meio da estrutura que combina especialização e monitoramento. “Utilizamos tecnologia avançada, ferramentas automatizadas, equipes especializadas no controle dos produtos e realizamos o monitoramento do trajeto das compras de ponta a ponta”, complementou.
Diferentemente de itens como peças de roupas, os medicamentos vendidos pelo MELI não estão armazenados em grandes centros de distribuição. Segundo a Exame, a empresa adquiriu uma farmácia física na região do Jabaquara, na zona sul de São Paulo.
Para a CNN Money, o vice-presidente sênior e líder do Mercado Livre no Brasil, Fernando Yunes, apontou que o movimento tem o objetivo de transformar a empresa em uma intermediadora entre farmácias e consumidores. Ele explicou que a compra da farmácia foi uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que exige a venda de medicamentos apenas por empresas com licenças sanitárias. “O que realmente queremos é o modelo 3P, de marketplace, no qual as farmácias — grandes, médias ou pequenas — vendem diretamente na plataforma, sempre com todas as licenças da Anvisa e um processo interno rigoroso de aprovação”, enfatizou.
Procurado pela MundoLogística, o MercadoLivre informou que a operação ainda está em fase piloto e que uma eventual expansão segue em avaliação. “Reforçamos que, em breve, teremos novas informações e novidades sobre os próximos passos da categoria”, esclareceu a companhia.
CRÍTICAS E AVALIAÇÕES
Na época da compra do estabelecimento em Jabaguara, a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) encaminhou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a situação. Segundo a entidade, a aquisição permitiria que o Mercado Livre passasse a atuar diretamente no varejo farmacêutico.“A operação não pode gerar integração vertical entre o mercado de varejo farmacêutico e o varejo multiprodutos por meio de plataforma online. É a segurança do consumidor que está em jogo”, destacou o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.
Por outro lado, analistas avaliaram positivamente a entrada da companhia no setor. Especialistas do Banco Safra destacaram, na ocasião, que a decisão faria com que a empresa entrasse em um novo mercado: a venda online de medicamentos, que representa quase um quarto das redes de farmácias.
Fonte: Ana Beatriz Rodrigues - Mundo Logística
Via: Agência Logistica de Notícias
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