(Pneus de passeio mais caros) Importadores de pneus reagem contra nova carga tributária. Repasse ao consumidor pode superar 20%

O aumento no preço dos pneus impacta diretamente motoristas de aplicativo, taxistas e frotistas, com efeitos em cadeia sobre a inflação e os custos logísticos

(Pneus de passeio mais caros) Importadores de pneus reagem contra nova carga tributária. Repasse ao consumidor pode superar 20%

Curitiba, 15 de abril de 2026 — A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) volta a alertar para os impactos de uma nova alta no imposto de importação de pneus de passeio, em discussão no governo federal. Após subir de 16% em 2024 para 25% no ano passado, a alíquota pode chegar a 35% em 2026, conforme proposta em análise no Comitê de Alterações Tarifárias (CAT), da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

Segundo a entidade, a escalada tributária pressiona diretamente o bolso do consumidor. “Um pneu de R$ 500,00 passou para R$ 580,00 com a alíquota de 16% e para R$ 625,00 com os atuais 25%. Se a tarifa subir para 35%, poderá chegar a R$ 675,00. Nesse cenário, estamos falando de um repasse final ao consumidor superior a 20%”, analisa Ricardo Alípio, presidente da ABIDIP.

A ABIDIP destaca que a proposta atinge indiscriminadamente todas as categorias de pneus de passeio, inclusive medidas não mais produzidas no Brasil e essenciais para a frota mais antiga, como os aros 13 e 14, que representam grande parte dos veículos em circulação. “Nesse caso, não há proteção à indústria nacional. Há apenas redução de oferta e aumento de preços para o consumidor brasileiro”, comenta Alípio.

Desafios geopolíticos e defesa do equilíbrio concorrencial

O pedido de aumento ocorre em um momento de forte expansão do setor automotivo. Segundo a Fenabrave, as vendas de veículos de passeio e comerciais leves cresceram cerca de 15% no primeiro trimestre de 2026. Para a ABIDIP, isso evidencia que o desafio da indústria nacional não está na demanda, mas na necessidade de ganhos de eficiência e modernização. “O mercado está aquecido. O que falta é competitividade, não proteção tarifária”, observa o presidente da entidade.

A combinação de tarifa elevada com pressões geopolíticas, como o risco de possíveis restrições de tráfego no Estreito de Ormuz refletindo nos custos de energia e fretes, cria um efeito cumulativo que tende a encarecer ainda mais os pneus importados. O aumento de preços afeta motoristas de aplicativo, taxistas, frotistas e atividades dependentes de transporte, com reflexos sobre inflação e custos logísticos. Há, ainda, o risco de os consumidores adiarem a troca dos pneus, o que acaba por comprometer a segurança viária.

A entidade defende uma política tarifária equilibrada, que preserve a concorrência e garanta preços acessíveis ao consumidor brasileiro. “A elevação sucessiva de tarifas cria distorções e prejudica quem mais depende de mobilidade. O retorno à alíquota de 16% é o caminho para um mercado mais competitivo e justo para o consumidor”, afirma Ricardo Alípio.

Sobre a ABIDIP

A Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) representa cerca de 40 empresas com presença em todo o território nacional. O setor responde por mais de 4 mil empregos diretos e aproximadamente 8 mil indiretos. A entidade, criada em 2009, defende a livre concorrência, o cumprimento das responsabilidades ambientais e a ampliação da oferta de pneus de qualidade a preços justos para o consumidor brasileiro. Sua atuação tem como princípios centrais o acesso a produtos certificados, a competitividade saudável no mercado e a busca por uma modernização industrial baseada em eficiência, e não em barreiras protecionistas.
 

Fonte: MLP Assessoria de Imprensa

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