Certificação é diferencial competitivo na soja brasileira
ProTerra alicerça modelo da CJ Selecta que combina escala, rastreabilidade e acesso ao mercado europeu
A cadeia produtiva da soja brasileira vem consolidando avanços relevantes em rastreabilidade e conformidade socioambiental, impulsionados pela adoção de certificações internacionais e sistemas robustos de monitoramento, com destaque para a atuação da ProTerra. Nesse cenário, a CJ Selecta, produtora brasileira de Concentrado Proteico de Soja (SPC), óleo de soja, lecitina, etanol de soja e fertilizantes organominerais, tem fortalecido sua estratégia ao integrar plenamente o padrão MRV (Monitoramento, Reporte e Verificação) da iniciativa em suas operações, garantindo controle ampliado da cadeia e aderência às exigências dos mercados globais.
Como explica head de ESG e Comunicação da empresa, Patrícia Sugui, a certificação exerce papel estruturante na estratégia corporativa. “Mais do que assegurar conformidade, a ProTerra oferece uma metodologia consistente para governança, verificação e melhoria contínua, permitindo transformar sustentabilidade em um vetor real de competitividade e geração de valor”, afirma.
Com atuação em toda a cadeia de valor, do fornecimento ao processamento e à comercialização, a CJ Selecta conecta milhares de produtores brasileiros a mercados internacionais. Esse modelo é sustentado por ferramentas próprias, como o Monitor de Sustentabilidade integrado ao sistema ERP, aliado ao uso de geomonitoramento e cruzamento de dados com bases públicas. No entanto, é a integração com os protocolos da ProTerra que garante padronização, credibilidade e reconhecimento externo às práticas adotadas.
A rastreabilidade implementada pela companhia vai além do fornecimento direto. Por meio do monitoramento de fornecedores indiretos, incluindo a verificação da movimentação de grãos em armazéns de terceiros, a empresa amplia significativamente a visibilidade da cadeia. Esse processo é conduzido sob os critérios do MRV, o que assegura consistência metodológica e auditorias independentes ao longo de toda a operação.
Em 2025, aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de soja foram analisadas, volume equivalente a 2,5 vezes o total industrializado, reflexo da inclusão de fornecedores indiretos no processo de verificação. Desse total, 99,6% foram confirmados como livres de desmatamento e conversão. Paralelamente, 100% da soja adquirida foi verificada sob o padrão MRV da ProTerra, com cobertura completa de auditorias, incluindo avaliações presenciais nas propriedades rurais, além da certificação integral da soja não transgênica.
Para Patrícia, esse desempenho está diretamente ligado à estrutura oferecida pela certificação. “A ProTerra fortalece a confiança dos stakeholders, valida práticas no campo e cria um ambiente de transparência que é essencial para acessar mercados mais exigentes, como o europeu”, destaca.
Além da conformidade, a certificação também contribui para o relacionamento com produtores. Ao padronizar critérios e promover capacitação, iniciativas como o MRV estimulam uma cultura de melhoria contínua e reforçam o entendimento de que práticas sustentáveis estão diretamente associadas à geração de valor. “Demonstrar que a sustentabilidade amplia oportunidades comerciais é fundamental para garantir engajamento de longo prazo”, observa a profissional.
No cenário internacional, a demanda por cadeias rastreáveis e livres de desmatamento se intensifica, tornando certificações como a ProTerra um requisito estratégico. Parcerias como o programa Green Refinery, desenvolvido com a Unilever, reforçam essa tendência ao incorporar avaliações socioambientais, treinamentos e auditorias em toda a cadeia de fornecimento. “Para os próximos anos, a CJ Selecta pretende avançar na rastreabilidade em nível de fazenda, fortalecer práticas de agricultura regenerativa e reduzir emissões, especialmente de Escopo 3. A estratégia está alinhada a uma ambição mais ampla: contribuir para um sistema alimentar global mais resiliente, transparente e responsável, no qual a certificação e a governança ESG assumem papel central na competitividade do setor”, finaliza Patrícia.
Sobre a CJ Selecta
Desde 1984 a CJ Selecta, companhia que faz parte da CJ Bio Division do grupo coreano CJ, atua com pioneirismo na fabricação de produtos derivados de soja para diversos segmentos. Com sede em Uberlândia (MG) e unidade industrial em Araguari (MG) e várias filiais espalhadas pelo Brasil, a companhia é hoje umas das maiores exportadoras de Concentrado de Proteico de Soja (SPC, na sigla em inglês soy protein concentrate), com fontes de soja transgênica e não-transgênica. Em 2019 a CJ Selecta iniciou a produção de fertilizantes especiais e soluções para nutrição de plantas, com foco em produtividade e sustentabilidade, integrando tecnologia e conhecimento técnico para oferecer soluções que ajudam produtores a alcançar alta performance de forma ambientalmente responsável.
Fonte: Attuale Comunicação
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