Governo mapeia gargalos do transporte e logística da região da Amazônia Legal

O documento “Avaliação Estratégica do PNL 2050: Problemas do sistema de transportes brasileiro” identifica entraves no escoamento de cargas e no abastecimento interno

Governo mapeia gargalos do transporte e logística da região da Amazônia Legal

O Governo Federal identificou ao menos 24 falhas estruturais do transporte e da logística na Amazônia Legal, como entraves no escoamento de cargas, no abastecimento interno e na mobilidade regional. Os dados fazem parte da “Avaliação Estratégica do PNL 2050: Problemas do sistema de transportes brasileiro”.  

O documento ainda prioriza gargalos associados à exportação de commodities, especialmente grãos, cujo monocultivo tem previsão de triplicar na região pelas próximas décadas. De acordo com a avaliação, serão os problemas gerados a partir dos indicadores e de pesquisas qualitativas que deverão ser resolvidos pelos projetos constantes do cenário-meta do Plano Nacional de Logística 2050.

Entre os principais problemas listados estão dificuldades no escoamento de milho e soja de Rondônia, Mato Grosso, Pará, Goiás e da região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de restrições logísticas em corredores que atravessam a Amazônia, como as bacias dos rios Madeira, Tapajós e Tocantins-Araguaia.

O documento associa esses entraves a limitações de rodovias, ferrovias, portos e à navegabilidade fluvial, agravada por eventos climáticos extremos.

PROBLEMAS NO TRANSPORTE E LOGÍSTICA NA AMAZÔNIA LEGAL

No caso do escoamento de cargas para exportação, o diagnóstico reconhece entraves logísticos relevantes em estados estratégicos da Amazônia Legal e de sua área de influência, como Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e a região do MATOPIBA. A dificuldade identificada está relacionada principalmente em escoar grandes volumes de soja, milho e farelo de soja.  

Já no escoamento de cargas para o mercado doméstico, o governo aponta limitações na saída de produtos industrializados e siderúrgicos do Amazonas e do Pará, além de dificuldades logísticas no Acre. Esses gargalos afetam cadeias produtivas regionais e expõem a desconexão entre o planejamento logístico nacional e as necessidades econômicas locais.  

O diagnóstico também reconhece problemas estruturais no abastecimento interno, especialmente no transporte de insumos e produtos essenciais que chegam à Amazônia Legal. Estados como Amazonas, Roraima, Acre, Rondônia, Pará, Amapá, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades no fornecimento de fertilizantes, alimentos e bens básicos, produtos essenciais, o que encarece o custo de vida e amplia desigualdades regionais.  

Por fim, o plano aponta problemas abrangentes que afetam o sistema de transportes na Amazônia Legal, como a vulnerabilidade às mudanças climáticas, obstáculos à expansão das hidrovias, desafios à integração sul-americana, questões de segurança pública e o elevado custo logístico associado à sociobiodiversidade.

PRÓXIMOS PASSOS

Os problemas listados pelo diagnóstico do Ministério dos Transportes darão origem aos futuros projetos de infraestrutura na região, e estavam em consulta pública até dia 18 de janeiro. Esta etapa deve subsidiar a definição das prioridades do plano e a seleção dos projetos que irão compor o cenário de investimentos em infraestrutura de transportes até 2050. 

 

Fonte: Redação - Mundo Logística

Via: Agência Logística de Notícias

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