Centrorochas vê decisão da Suprema Corte dos EUA como avanço relevante, mas reforça que tema tarifário ainda não está encerrado
A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) considera positiva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, anunciada nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, que declarou ilegais as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), incluindo as sobretaxas adicionais de 10% e 40% aplicadas ao Brasil.
Trata-se de um passo importante para reduzir parte da pressão tarifária recente. No entanto, o setor mantém um otimismo contido. A decisão não encerra o tema das tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano, uma vez que a IEEPA era apenas um dos instrumentos utilizados para sustentar as medidas.
Permanecem em vigor outros mecanismos relevantes, como a Seção 232, relacionada à segurança nacional, e a Seção 301, voltada a investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais. Ambos os dispositivos continuam gerando incertezas e podem resultar em novos desdobramentos. Além disso, ainda não há clareza sobre como e quando a alfândega norte-americana normatizará a decisão da Suprema Corte na prática.
Desde julho, quando foram anunciadas as tarifas adicionais, a Centrorochas iniciou um trabalho imediato de diplomacia setorial estruturada em Washington, com o objetivo de evidenciar a relevância estratégica das rochas naturais brasileiras para o mercado norte-americano, especialmente como minerais não metálicos críticos para a cadeia da construção residencial local. Ao longo dessas agendas, ficou evidente que a administração norte-americana trabalha com diferentes alternativas jurídicas para sustentar sua política tarifária. Por isso, o momento exige cautela, leitura técnica do cenário e acompanhamento permanente dos desdobramentos.
O setor acompanha o tema com leitura técnica e institucional do sistema comercial norte-americano, ciente de que as decisões envolvem múltiplas instâncias: Executivo, Congresso e órgãos de comércio exterior. Por isso, a atuação permanece estruturada em diferentes frentes de diálogo e articulação, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil, com o objetivo de preservar a competitividade das rochas naturais brasileiras.
Fonte: Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas)
Via: Agência Logística de Notícias
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