Alta do diesel pressiona transportadoras e acelera adoção de inteligência operacional das frotas
Segundo especialista, empresas abandonam modelo reativo e passam a priorizar gestão baseada em dados para preservar margens
A disparada do preço do diesel, combinada às instabilidades globais e à crescente pressão por eficiência, está provocando uma mudança estrutural no setor de transporte no Brasil. Mais do que reduzir custos, transportadoras estão sendo forçadas a repensar a forma como operam, migrando de um modelo reativo para uma gestão orientada por dados.
O Guia de Tendências de Gestão de Frotas e Logística 2026, pela Platform Science, multinacional norte-americana líder em soluções de segurança para o setor de transporte no Brasil e América Latina, mostra que 90% das empresas do setor colocaram a redução de custos como prioridade estratégica. Como resposta, 64,1% estão retomando a gestão de frotas próprias para recuperar controle operacional e reduzir a exposição a oscilações externas.
De acordo com Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, esse movimento já reflete um cenário de “inflação logística” severa, no qual variáveis externas passaram a impactar diretamente a rentabilidade das operações. “O diesel se tornou o fiel da balança entre lucro e prejuízo. Em cadeias como a agroindustrial, ele praticamente define a sustentabilidade da operação”, afirma o executivo.
Do rastreamento à gestão preditiva
Nery explica que, nesse cenário, tecnologias tradicionais já não são suficientes. Presente em 94% das operações, o rastreamento passou a ser visto como limitado diante das novas exigências. “O rastreamento virou um retrovisor. Ele mostra o que aconteceu, mas não evita o desperdício”, diz.
Para ele, a mudança está no uso estratégico de dados em tempo real. Ferramentas como videotelemetria, já adotadas por mais de 73% das empresas, permitem corrigir desvios de comportamento e melhorar a condução ainda durante a operação. “Na prática, os ganhos são relevantes já que as empresas conseguem reduzir o consumo de combustível em até 40% e diminuir custos com ociosidade do motor”, explica Rony.
Os impactos também se estendem à segurança. Segundo o Guia, soluções preventivas podem reduzir em até 80% os tombamentos e em 93% os acidentes. Apesar do avanço, a integração ainda é um entrave. Cerca de 35% das empresas operam com processos manuais ou sistemas isolados, enquanto apenas 27% têm gestão totalmente integrada de dados.
O executivo aponta que o setor caminha para um modelo de “gestão por exceção”, em que plataformas passam a acionar gestores apenas diante de desvios críticos. “O mercado entrou no momento em que a segurança, produtividade e redução de custos deixaram de competir e passaram a ser complementares”, finaliza o diretor-executivo LATAM da Platform Science.
Fonte: Jéssica Santos - Executiva de Contar Sênior
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Via: Agência Logística de Notícias
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