Comando do 4º Distrito Naval realiza cerimônia para o “Navio de Assistência Hospitalar ANNA NERY”
Coluna Luís Celso Borges - Edição do domingo
Será na terça-feira 28 de julho às 19:30 a Cerimônia demostra de Armamento do Navio Assistência Hospitalar “ANNA NERY” na escadinha do cais do porto de Belém/PA. Na ocasião, assumirá o Comando do Navio o Capitão de Corveta Diego Luiz Sá Rodrigues.
O nome da “primeira enfermeira do Brasil” vai se tornar, também, o primeiro nome feminino a estampar um navio na história recente da Marinha do Brasil (MB). O Navio de Assistência Hospitalar (NAsH) “Anna Nery”, para atendimento em áreas de difícil acesso, é uma homenagem à profissional que atuou voluntariamente na Guerra do Paraguai (1864-1870).
O navio poderá realizar cerca de 500 atendimentos diários em comunidades ribeirinhas da Amazônia Oriental, atuando como uma unidade de saúde flutantes completa. Sua estrutura contará com seis consultórios médicos e odontológicos; centro cirúrgico para procedimentos de pequena complexidade; equipamentos para exames de imagem como mamografia, raios-X e ultrassonografia; suporte de farmácia, laboratório de análises clínicas e leitos de internação.

Entre seus diferenciais está o calado menor, o que possibilita ao NAsH “Anna Nery” atuar em regiões onde o leito do rio apresenta profundidade reduzida, ampliando o raio de ação das operações de assistência à saúde.
Segundo o futuro comandante do NAsH “Anna Nery”, Diego Luiz de Sá Rodrigues, a incorporação do novo meio deve ampliar a presença do estado em regiões mais vulneráveis. “Isso se traduz em mais pessoas em condição de vulnerabilidade social, que residem em comunidades ribeirinhas, sendo assistidas”, afirmou à Marinha do Brasil.
A embarcação reforçará as atividades hoje desempenhadas pelo Navio-Auxiliar (NA) “Pará” e pelo NAsH “Sargento Lima”, na área de competência do Comando do 4º Distrito Naval, que compreende os estados do Pará, Amapá, Maranhão e Piauí.

Comando Conjunto Ágata Amazônia Oriental realiza transporte logístico a Tiriós/PA
O Comando Conjunto Ágata Amazônia Oriental conduziu, por meio do Comando de Fronteira do Amapá/ 34° Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) o ressuprimento ao 1° Pelotão de Fronteira, em Tiriós (PA). A atividade, que consiste no transporte logístico de combustível e de materiais ocorreu entre os dias 17 e 19 de julho de 2026, no interior da Terra Indígena Tumucumaque. O ressuprimento, além de sustentar o Pelotão de Fronteira por três meses, permitirá o apoio logístico para a realização da Operação Conjunta Ágata Amazônia Oriental, que reúne Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

A Aeronave KC390, do 1° Grupo de Transporte de Tropa - Esquadrão Zeus, da Força Aérea, transportou diversos materiais que serão utilizados durante a Operação Conjunta. A atividade logística permitiu ainda conduzir aproximadamente 7 toneladas de material para o uso do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI). (Fonte e fotos: ACS/CMAO).

O Brasil terminou uma estrada em 2019 e redesenhou, sem alarde, por onde o grão sai do país
A estrada é a BR-163, que sobe de Mato Grosso para o Pará. As obras começaram nos anos 1970 e os últimos 51 quilômetros ficaram no chão de terra por décadas. Dois batalhões de engenharia do Exército pavimentaram esse trecho final em novembro de 2019, chegando a um distrito ribeirinho chamado Miritituba.
Miritituba fica na margem do rio Tapajós, que deságua no Amazonas. Os caminhões descarregam ali em estações de transbordo, e as barcaças levam o grão até Santarém, Barcarena e Santana.
O distrito tinha poucas dessas estações há alguns anos e hoje tem dezessete. Só a Cargill opera uma construída para movimentar 4 milhões de toneladas por ano. As exportações de grãos pelos portos do Norte saíram de 36,5 milhões de toneladas em 2021 para 58 milhões de toneladas em 2025, uma alta de 59%. Nos dez primeiros meses de 2025, esses portos responderam por 37,2% de toda a soja exportada pelo Brasil e por 41,3% do milho.
Depois disso, a rota passou a funcionar nos dois sentidos. O fertilizante que entra no Brasil pelos portos do Norte chegou a 13,3 milhões de toneladas em 2025, contra 10,8 milhões em Paranaguá, no Sul.
O produtor de Mato Grosso hoje compra insumo e vende safra pelo mesmo rio. O gargalo se mudou junto com o tráfego.
Em janeiro de 2026 a colheita chegou toda de uma vez, os caminhões formaram fila na entrada dos terminais de Miritituba e o frete saindo de Sorriso subiu para R$ 330 por tonelada. Os últimos quilômetros até esses terminais, um ramal chamado Transportuária, seguem sem asfalto. As empresas dos terminais pagam do próprio bolso todo mês para manter o ramal trafegável, e o novo acesso está previsto para o fim de 2026. O frete sai do preço que o produtor recebe na porteira. Quando os terminais travam, esse desconto aumenta.
Uma fazenda no norte de Mato Grosso vale o que a safra dela rende depois que os caminhões passam. O Brasil asfaltou os 1.600 quilômetros até Miritituba e deixou os últimos no barro. (Fonte: Drew Crawford- Cross-Border Capital Advisory | Connecting U.S. Capital with Brazilian Industry | Austral Continental)

Galípolo admite pausa nos juros no 2º semestre para avaliar impacto na inflação
O Banco Central estuda diferentes trajetórias para a taxa de juros no país e pode considerar uma pausa no ciclo de ajustes no segundo semestre para avaliar os efeitos acumulados sobre a inflação e a atividade econômica. A declaração foi dada pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, durante participação no evento Expert XP, realizado em São Paulo na sexta-feira (24).
Segundo Galípolo, a diretoria e o Comitê de Política Monetária (Copom) trabalham com múltiplos "planos de voo" para conduzir a política monetária rumo à meta de inflação de 3%, buscando o menor custo possível em termos de volatilidade. "Trabalhamos com trajetórias que contemplam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e de retomada no ciclo. A sensação que tenho é a de que, em alguns momentos dessa pausa, estamos tentando esperar para ver como isso vai influenciar as expectativas", explicou o presidente do BC. (Fonte: Estadão).

VIA PARÁ
O clima neste semana de forma geral, além das regiões Norte e Nordeste, o Centro-Oeste também enfrentará temperaturas elevadas nos próximos dez dias. Em Cuiabá (MT), os termômetros podem ultrapassar os 40°C, reforçando o cenário de calor extremo previsto para o período.
Muita movimentação nesse último fim de semana das férias escolares, na sexta-ferie no sábado pela manhã a saida muito grande na BR 316 e nos portos e terminais de Belém, os destinos com o maior fluxo é mosqueiro e a ilha do Marajó.
A força da atividade industrial paraense está fortemente ancorada no interior. No topo do ranking de contratações industriais do estado, Canaã dos Carajás desponta isolada na liderança, sendo responsável pela criação de 514 vagas formais no acumulado do ano. O protagonismo do sudeste paraense é reforçado por Parauapebas, que aparece na segunda posição estadual com 399 postos criados. A capital Belém garantiu o terceiro lugar com 264 vagas, seguida por Tomé-Açu (250) e Oriximiná (211), mostrando que o desenvolvimento tem se distribuído por polos estratégicos do estado.
O Rio Xingu será novamente palco de uma grande celebração do esporte e da qualidade de vida. No dia 23 de agosto, o Serviço Social da Indústria (SESI) realiza, em Altamira, o 2º Festival SESI de Natação em Águas Abertas, reunindo atletas da indústria e da comunidade em uma competição que alia desafio, integração e contato com a natureza.
Com largada prevista para às 7h, na Praia da Orla do Xingu, o festival contará com provas de 100m, 200m, 400m, 750m e 1.500m. A competição é aberta a atletas federados e não federados, além de crianças a partir de 9 anos. O evento também contempla categorias específicas para Pessoas com Deficiência (PcD), reforçando o compromisso do SESI com a inclusão e o acesso ao esporte.
VIA BRASIL
CARGA - A Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (ANUT) questiona a alteração dos multiplicadores tarifários aplicados aos veículos comerciais nas novas concessões rodoviárias federais. Segundo a entidade, a alteração poderá elevar os custos do transporte de cargas. A associação calculou que, nos sete projetos de concessão em andamento que devem adotar a nova metodologia, o impacto adicional poderá chegar a R$ 42 bilhões em pedágios ao longo da vigência dos contratos. (MUNDO LOGISTICA).
GALPÕES - O mercado brasileiro de real estate logístico fechou o segundo trimestre de 2026 com um cruzamento de indicadores que, à primeira vista, parece contraditório: a taxa de vacância caiu ao menor patamar recente enquanto o preço médio pedido de locação recuou pela primeira vez em três anos. Segundo a EREA, tal ponto ocorre em função da baixa qualidade do estoque remanescente — afetando os preços pedidos. É essa dinâmica que será abordada no webinar gratuito “Highlights 2T26”, marcado para o dia 30 de julho. (CRISTIAN PRESA).
CAFÉ BR - Os cafés do Brasil, em todas as suas formas, não serão tarifados em 12,5% pelos Estados Unidos, conforme anúncio feito na noite de ontem, 23 de julho, pelo United States Trade Representative (USTR). Dessa forma, todos os cafés brasileiros estão isentos para ingressarem nos EUA, uma vez que estão na lista de isenções das duas investigações do órgão americano na Seção 301 da Lei de Comércio do país, que poderia tributar a importação do produto em até 37,5% (25% na primeira investigação + 12,5% na segunda). (CECAFÉ).
FRANGO - O margem de rentabilidade do avicultor paulista sofreu um forte aperto neste mês de julho. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o poder de compra do produtor de frango despencou tanto na comparação mensal quanto na anual frente aos dois principais componentes da ração animal: o farelo de soja e o milho. (CEPEA).
INFLAÇÃO - A desaceleração da inflação na terceira quadrissemana de julho foi sentida na maior parte do país. Segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) registrou alívio nas taxas de seis das sete capitais analisadas no levantamento. No indicador geral do país, o índice arrefeceu de 0,20% para 0,07%. A retração mais marcante do período foi registrada em Recife, onde a variação de preços aprofundou o terreno negativo, passando de -0,17% para -0,36%. Salvador (-0,25%) e Rio de Janeiro (-0,13%) também mantiveram viés de queda nos preços ao consumidor. (ESTADÃO).
Fonte: Coluna Luís Celso Borges
Via: Agência Logistica de Notícias
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