Desfile de 7 de Setembro reúne milhares em Belém e celebra o civismo

Coluna Navegação em Foco - Por Luiz Omar Pinheiro, terça-feira

Desfile de 7 de Setembro reúne milhares em Belém e celebra o civismo
CMG Barros, CMG Hermes, CMG Pimentel e CMG (Md) Jaime Figueiredo.

Belém viveu uma manhã de civismo e participação popular nesta segunda-feira, 7 de setembro, durante o tradicional Desfile Cívico-Militar em comemoração aos 204 anos da Independência do Brasil. Organizado pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar da Amazônia Oriental (CMAO), comandado pelo General de Exército Vendramin, o evento levou à Avenida Presidente Vargas cerca de 5,8 mil participantes, entre aproximadamente 3 mil militares e 2,8 mil civis, além de milhares de pessoas que ocuparam as laterais da avenida para prestigiar a programação.
A presença expressiva de famílias, crianças e admiradores das Forças Armadas deu brilho especial à celebração. Mais do que uma solenidade do calendário nacional, o 7 de Setembro mostrou novamente sua capacidade de aproximar a população das instituições e preservar uma tradição que atravessa gerações. Organizações da sociedade civil dividiram a programação com representantes da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e de outras instituições. A percepção do próprio comando militar foi de que o público deste ano superou o registrado na edição passada, reforçando o sucesso da celebração.
Foi especialmente bonito ver tanta gente nas ruas para prestigiar uma data que representa a história, a independência e a soberania do país. A resposta do público demonstra que o sentimento de pertencimento, o respeito aos símbolos nacionais e a valorização das instituições permanecem vivos. O desfile deste ano contou ainda com a participação da Marinha Francesa, por meio de integrantes da tripulação do navio-patrulha La Résolue, que se encontra em Belém, dando caráter internacional à celebração e reforçando os laços de cooperação entre Brasil e França.

A governadora Hana Ghassan cumprimenta o Vice-Almirante Adriano Marcelino Batista, Comandante do 4º Distrito Naval

Militares do Exército Brasileiro durante o tradicional Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, na avenida Presidente Vargas, em Belém.

A governadora do Pará, Hana Ghassan, ao lado do comandante Militar do Norte, general de Exército Vendramin, durante a revista às tropas no Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro.

MARES & RIOS

NIVER
A coluna envia votos de felicitações a Miriam Rose Bitar (foto) pela passagem natalícia nesta terça-feira, quando reunirá familiares para o congraçamento. Miriam é filha do estimado Dr. Jean Bitar, de saudosa memória, que por muitos anos foi diretor do Ophir Loyola

CARNAVAL
O Império de Samba Quem São Eles, a Águia Guerreira do Umarizal, marcou para o dia 9 de outubro o lançamento oficial do enredo e do samba-enredo para o Carnaval 2027, quando homenageará Mestre Pinduca, o Rei do Carimbó, celebrando sua trajetória, obra e contribuição à cultura paraense. A festa também marcará a inauguração da nova sede da agremiação, em uma noite que promete reunir diretoria, brincantes, simpatizantes e a comunidade do Quenzão para dar a largada oficial rumo ao próximo Carnaval.

COQUETEL
A bordo do navio-patrulha francês La Résolue, atracado no cais da CDP, em Belém, foi realizado um coquetel em celebração à Independência do Brasil, promovido pelo Major-Brigadeiro do Ar Géraud Laborie, Comandante Superior das Forças Armadas na Guiana Francesa.. Entre os presentes estiveram Tiago Pinto, Tatiane Pinto, Hanna Alcolumbre, o Vice-Almirante Batista e Rachel Gribel (foto), em uma noite de confraternização que reforçou os laços de amizade e cooperação entre Brasil e França.

TRADIÇÃO
O coronel da reserva da Polícia Militar Antônio Augusto Gomes Dourado (foto), que teve destacada atuação à frente do 8º BPM, em Soure, compartilhou um relato sobre uma iniciativa que marcou sua trajetória e o desfile de 7 de Setembro em Belém. Há cerca de 20 anos, partiu dele a decisão de atravessar a Baía do Marajó com a tropa montada em búfalos para participar do desfile e encerrar a programação, em uma missão ousada que se transformou em uma das imagens mais marcantes da presença marajoara nas comemorações da Independência.

FORMATURA
A Capitania dos Portos de Santa Catarina sediou, no dia 28 de agosto, a formatura dos novos contramestres da Marinha Mercante Brasileira, profissionais que atuarão a bordo de navios e no segmento offshore. A turma recebeu o nome do Comodoro e Capitão de Longo Curso Francisco Cesar Monteiro Gondar, reconhecido por sua trajetória na Marinha Mercante e por ter comandado navios da Aliança, e teve como paraninfo o Capitão de Cabotagem Alejandro M. Caprario, também destacado por sua atuação em prol do setor marítimo. A coluna felicita os novos contramestres e deseja a todos bons embarques e sucesso na carreira.

O paraninfo, Capitão de Cabotagem Caprario, e o homenageado da turma, Comodoro Gondar, ao lado dos novos Contramestres

POESIA
A poeta paraense Dolorita Costa, aos 90 anos, lançou o livro Um Poema no Silêncio durante a 29ª Feira Pan-Amazônica do Livro, no Hangar Centro de Convenções. Autora convidada pela Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará (AMALEP), Dolorita recebeu leitores e admiradores no estande da instituição, em um encontro que celebrou sua trajetória e a força da produção literária paraense.

El Niño acende alerta para rios e navegação na Amazônia

O El Niño volta a colocar a Amazônia em estado de atenção. O fenômeno climático, provocado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, pode alterar o regime de chuvas no Norte do Brasil nos próximos meses. O Painel El Niño 2026-2027 aponta possibilidade de redução das precipitações em áreas do Pará, Amapá, Amazonas, Roraima, Acre, Maranhão e norte de Mato Grosso, além da ocorrência de temperaturas mais elevadas.
Na Amazônia, menos chuva pode significar redução dos níveis dos rios e dificuldades para uma região que depende fortemente do transporte hidroviário. Uma estiagem mais intensa pode limitar o calado das embarcações, afetar o transporte de passageiros e cargas e dificultar o abastecimento de comunidades ribeirinhas. O cenário exige acompanhamento permanente das condições meteorológicas e hidrológicas, embora os órgãos responsáveis ressaltem que os impactos podem variar ao longo da região.
No Pará, a situação merece atenção especial também no Marajó, onde rios, furos e canais funcionam como verdadeiras estradas para milhares de moradores. Caso a estiagem se intensifique, a redução dos níveis das águas pode dificultar o acesso de embarcações a determinadas localidades e provocar reflexos no transporte de passageiros, alimentos, combustíveis e outros produtos essenciais. O boletim, entretanto, não apresenta uma previsão específica para o arquipélago, tornando necessário acompanhar a evolução das condições nos próximos meses.
A preocupação já mobiliza setores econômicos. Em Rondônia, a Aprosoja solicitou ao governo estadual a adoção de medidas preventivas diante dos possíveis efeitos do El Niño 2026/2027, especialmente sobre a navegabilidade do Rio Madeira. Entre as propostas estão o monitoramento dos níveis dos rios, planejamento de dragagem e balizamento, avaliação do calado, adequação dos comboios e preparação de alternativas para o transporte de cargas, numa tentativa de antecipar os impactos de uma eventual estiagem mais severa.

Rio Madeira, um dos mais importantes afluentes do rio Amazonas, chegou a apenas 25 cm, em Porto Velho, em 2024. Crédito: O Globo

Fonte: Coluna Navegação em Foco

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